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Fotógrafo registra fotos de "sósias" da vida real, I´m not a look a-like

Postado por Priscila Daniel - 22/05/2013 16:58

François Brunelle é um fotógrafo canadense que dedicou grande parte de sua vida profissional a registrar retratos de pessoas ao seu redor. Recentemente, Brunelle realizou o projeto “I´m not a look a-like”, ou "não sou um sósia", que consistia em tirar fotos de pessoas muito parecidas entre si, mas que não tinham nenhum vínculo ou parentesco. O resultado foram essas fotos:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira mais fotos e informações sobre o projeto no site do fotógrafo.

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Literatura, tatuagens e sexo: Lola Benvenutti

Postado por Facool - 07/05/2013 13:34

por Priscilla Panizzon*


“Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma”, já aconselhava Guimarães Rosa em Grande Sertão – Veredas, para nós deixarmos para lá o que não merece nosso tempo. E o que definitivamente não merece nossos preciosos suspiros é o que os outros pensam de nós. É isso que Lola Benvenutti, ou Gabriela Natália da Silva (como preferirem), paulista de 21 anos, faz: está pouco se lixando para o que falam sobre ela ser garota de programa, mesmo tendo grana e um currículo onde consta uma graduação em uma universidade federal. Eis que ela é o burburinho picante da vez.


Essa ex-universitária, recém-formada no curso de Letras pela UFSCar, decidiu trabalhar com aquilo que mais gosta: transar. Diferente de outras estudantes, que viram prosti para pagar a facul ou para se manter, ela é categórica em afirmar que optou pela mais antiga profissão do mundo por livre e espontâneo desejo de muito sexo. A moça de longos cabelos castanhos e uma mecha loira na franja resolveu virar garota de programa antes mesmo de receber o canudo, só que esperou a conclusão do TCC para contar para todo mundo, ou divulgar na web, o que dá na mesma. Vai que aquela professora mal-comida não gostasse...


Lola leva no corpo incontáveis tatuagens, que vão desde desenhos até frases do autor ali de cima, além de palavras de Manuel Bandeira. Ah, sem esquecer que seu “nome artístico” é inspirado na mais famosa personagem de Nabokov, famoso escritor russo, e, vamos combinar, tem tudo a ver com a sua formação universitária e sua queda por sexo – ela conseguiu unir o útil ao agradável nesse pseudônimo. A meretriz ressalta ainda que não se formou por nada, deseja e vai tentar ser professora um dia. Não hesita em deixar claro, entretanto, que a vida na libertinagem enche bem mais o bolso.



À la Bruna Surfistinha (sem querer comparar, mas já inevitavelmente comparando), ela relata suas experiências sexuais num diário pessoal, que faz parte do mesmo blog onde ela divulga o seu trabalho, além de divulgar fotos vestindo (ou não) lingerie – sem tarja preta, óbvio. Depois de uma entrevista ao Portal G1, o blog viu as suas visitas diárias aumentarem enlouquecidamente (o que deve ter acontecido também com os seus horários reservados na agenda). Os “contos eróticos” são simples e diretos, sem enrolação. Já a descrição de cada programa também é “normal”, quase mecânica, uma vez que a ideia do blog passa longe de ser literatura erótica.


Depois que adentrou ao mundo de quem ganha dinheiro abrindo as pernas, não demorou muito para ela constatar o que todo mundo sabe que acontece, mas finge que não é da sua conta: morremos de vergonha de querer sentir prazer. Ela diz notar de forma nítida que o mundo do sexo é praticamente um mundo de tabus, onde quem ousa contestá-lo é tachado, no mínimo, como pervertido ou insalubre. Eis que essa acompanhante de luxo (porque barato ela não deve cobrar) é mais uma na luta contra todo esse pudor sem sentido em relação ao sexo. É mais uma que defende gozar e não se culpar.


Antes que me apedrejem, deixo claro que não estou induzindo à prostituição, muito menos glorificando a vida de quenga. Relax, people. Afinal, eu estremeço só de pensar em alguém me tocando sem eu estar com o mínimo tesão. A questão, logo, é outra: liberdade de escolha. Tão simples, tão complicada. Cada um faz o que bem entende com o seu corpo. Se ela se sente bem assim, deixem-na ser feliz, ser penetrada, ser chupada, ser gozada. É menos uma pessoa infeliz no mundo, e isso já é muito. Quanto tempo essa aventura vai durar? Tamanha exposição vale a pena? Se um dia ela vai se arrepender? Primeiro ela transa, depois ela pensa nisso.


*Priscilla Panizzon Aquariana com uma pitada de loucura, timidez, preguiça, gula, luxúria... Quase uma camaleoa. Sou uma apaixonada pela vida e por tudo o que há de gostoso nela, principalmente se envolver livros, chocolate e outras cositas más. Uma blogueira tentando se conhecer, se entender e ser feliz. Eu apenas quero sorrir... É estudante de jornalismo na UCS e criadora do blog Gostosuras Mais Travessuras.

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O orgasmo como arte

Postado por Ricardo Araújo - 03/05/2013 12:23

Hysterical Literature é o projeto mais recente do fotógrafo americano Clayton Cubitt. Nele o artista convida algumas mulheres para lerem contos eróticos ao mesmo tempo em que são estimuladas por um vibrador. O resultado é esse:



Já foram realizadas sete sessões com diferentes contos e mulheres. Todas podem ser conferidas na página do youtube do artista. O projeto provoca um resignificado ao conceito de filme pornográfico e quebra alguns tabus em relação ao orgasmo feminino. Bacana, não?

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Só mais 5 horas e 37 minutos

Postado por Facool - 17/04/2013 14:38

por Djuli Mosena*


Em 1905 Einstein foi ao banheiro. Lá ele sentou, pensou, lembrou das compras no mercado, da bosta de cavalo que havia pisado no dia anterior, aparou o  - então ralo - bigode, deu aquela desarrumada estratégica no cabelo, lavou as mãos e saiu.


Parecia-lhe que havia passado um bocado de tempo, digamos uns 15 minutos no mínimo. O tempo exato para o cozido que havia deixado na panela ficar pronto. Dirigiu-se a ela e tirou a tampa. Ficou espantadíssimo com tudo ainda muito frio.


“Será que esqueci do fogo?”, pensou. Não, estava tudo ok. “Mas eu fui ao banheiro, fiz tudo e ainda esta aqui, como se tivesse passado somente 3 minutos”.


Olhou para o relógio e se deu conta: Só havia, realmente, passado 4 minutos e 37 segundos.


“COMO ASSIM? Não pode... Será que o tempo aqui e no banheiro passa diferente?”


A partir daí vocês sabem o que aconteceu: teoria da relatividade geral e tal.



Nosso querido e linguarudo Albert ficou perplexo com uma coisa que todos já passaram. Quando 5 minutos se transformam em 3 horas e 2 horas se transformam em 17 minutos. Teoricamente não, óbvio, mas na percepção sim.


Banheiro? Exemplo clássico. Mas um novo “local” toma conta desde o finalzinho dos anos 90, a nossa querida dama linda cheia de moças de biquini devoradora de tempo: a internet!


É normal entrar no youtube “Só para olhar esse vídeo que meu amigo comentou” e acabar assistindo todos os 120 episódios de A Usurpadora.


Ou mesmo “Ler esse artigo no blog famoso” e acabar discutindo com uma sem noção nos comentários, achando o perfil dela no Facebook e publicando na timeline as antigas fotos dela do Flogão.


Quem dirá os antigos anciões da internet (eu, o Djuli) que esperavam uma noite inteira para baixar somente uma música no Napster, isso quando ela vinha inteira e sem partes repetidas.



Mas é unanime, na nossa internet o tempo passa diferente. Muito diferente.


Quem diria que foi somente há dois meses o fenómeno do “Olha o que o pessoal da agência preparou para voces?” Harlem Shake? Ou que nem faz um ano que o PSY chegou detonando e fazendo todo mundo dançar, sem exceções?


É claro que quando aquela sua amiga perdidona manda aquele vídeo da Ines Brasil você chega e comenta “OLD but gold”, mas mesmo assim tem que admitir que a internet anda MUITO veloz. Talvez a gravidade formada pela quantidade de informações e códigos em milhões de redes e servidores na Suécia cause isso. Talvez não.


Ou será que a gente é muito chato mesmo e quer tudo rápido, prontinho? E quer ser o novo cara mais cool da cidade porque “fui o primeiro a ver esse vídeo, nossa, muito legal!!!!” e gritar isso em plenos pulmões enquanto posta uma foto da sua xícara de café no instagram e um vídeo do seu sushi sendo devorado no Vine.


Seria importante saber lidar com todo esse tempo gasto e mal organizado. Mas, fazer o que se aquele nosso amigo acabou de postar todas as fotos daquele antigo churrasco em que todos ficaram bêbados e a Viviane foi flagrada só de calcinha tentando subir no telhado do vizinho?


Acho que nos resta voltar, aparar o bigode, sentar e, quem sabe, com ajuda de um francês massa, ter uma ótima ideia.


Ps: Enquanto você leu esse texto já atualizarem 40 fotos no seu “insta” e fizeram 80 piadinhas novas no Twitter. CORRE LÁ! Se não ninguém vai respeitar seu óculos grande de grau lá na facul.


*Djuli Mosena é estudante de Marketing, músico, criador do tumblr Esse dia foi foda e podcaster do Super Controle, além de mil outras coisas.

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Uma dívida (quase) irreversível

Postado por Facool - 16/04/2013 14:56

por Mauro Ampessan*



Um pouco de filosofia e análise econômica regada a humor. Desde que assisti a alguns vídeos do Louis CK, vencedor do Person of the Year no Webby Awards, interpretando um suposto encontro de Deus (o deus católico) com a humanidade, meus questionamentos gratuitos a respeito dos problemas do mundo se atenuaram. “Louis matou a charada” eu disse a um amigo que dizia que “a humanidade é um erro”. Talvez seja um erro, talvez o fato de sermos capazes de evoluir o raciocínio lógico nos transformou em possessivos e egoístas, e assim por diante...


Em poucas palavras, Louis diz que o mundo devia ser muito legal antigamente, quando ninguém precisava ir trabalhar. “Os caras ficavam andando por aí, de repente comiam uma fruta bonita no chão, e isso era tudo. Acho que não pertencemos à Terra, não estamos confortáveis aqui, nunca!”. Depois ironiza, simulando Deus: “O que é trabalho? E pra quê? Eu lhes dei tudo, por que dinheiro? Tem comida disponível, no chão!”. Nós quisemos fazer mais coisas, e fazer mais rápido, e ir e vir mais rápido. Essa inquietação nos fez chafurdar tanto que descobrimos um chorume interno pra queimar e usar de combustível. E o asfalto, pra alisar as pistas onde andam os carros que fizemos pra ir mais rápido, e o plástico, e outros mil subprodutos.  Todo o vídeo vale a pena, mas localize o minuto 23:51 para pular direto para essa parte (esse “diálogo” vai até os 27:25)




Só que pra termos tudo isso criamos formas de “distribuição” desses produtos, da incansável busca por mais... algo. Na linha do que disse Louis, eu poderia me contentar em ser humano, como o macaco gosta de ser macaco e macaquear tranqüilo, inconsciente do seu potencial, fadado a comer e dormir feliz, de certa forma. Não se sabe exatamente qual é a finalidade de “ir mais longe”, porque, na prática, não vamos mais longe do que a atmosfera (e se conseguirmos sobreviver lá um dia, como vários cientistas estão tentando, outro custo gigantesco existirá). No fundo, a distribuição a que me refiro é a de renda e recursos. Poucos podem ter, poucos podem acessar, mas todos pagam mesmo assim, uma vez que somos habitantes do mesmo ecossistema fechado. Uma vez que poucos podem e muitos querem – visto que a propaganda está aí e nos convence a querer –, cria-se um modo de fazer o carente ter acesso a esses raros “bens” (que na verdade são males, criados para suprimir o nossos males de nada fazer e nada possuir).


O endividamento é a solução para todos os problemas de qualquer vivente neste mundo. Do rico ao pobre, do luxo à doença, tudo se resolve com uma dívida, porque tudo está à venda, não importando o preço. É bem verdade que também não importa como iremos pagar, porque isso é o de menos. O credor te quer envolvido, e não quitado. Pegamos um pouquinho de recurso pra avançar um pouco mais a tecnologia nacional ou mundial, e deixamos a solução pra mais tarde. Claro que fizemos tudo isso porque surpreendemos a curva evolutiva e nos diferenciamos pela inteligência, e desenvolvemos essa capacidade a níveis estratosféricos, literalmente. É incrível quando enxergamos a diferença de capacidades entre os animais e o animal humano.


O que quero dizer com isso é que estamos devendo ao planeta, e este é o grande problema que enfrentamos hoje. Tiramos muita coisa dele, com muita força e velocidade, buscando mais velocidade e mais força para tirar mais coisas, num ciclo repetitivo que não chega a fim nenhum (enquanto não acabarem os recursos, é claro). Caímos no clichê: é a Terra que nos dá vida, é nela que vivemos. Só que desenvolvemos este mundo que se apresenta baseados em endividamentos. Só somos mais que os macacos, mas pra quê? Talvez para nos divertirmos com vídeos de humor na internet, por termos dias estressantes no trabalho. Pagamos (ou melhor, não pagamos) um preço muito caro por sermos providos dessa inteligência e sociabilidade.


Nós, humanos, estamos em dívida com o nosso ecossistema fechado. Pegamos emprestadas quase todas as reservas. Não há reposição, não há forma de pagamento, e o pior é que não há para quem repassar a dívida. Marte e a Lua nos devolveriam tudinho, assim como o golfinho de Louis CK vive com seu chapéu de plástico encrustado na pele. Hoje, século XXI, passamos a levar mais a sério esse fato e a diminuir o consumo de recursos limitados. Precisamos pagar mais uma dívida, só que nesse caso “dinheiro nenhum paga”. Quem paga? Quem vem pagando? E quem pagará? Sabemos a resposta. E acho que deus nenhum queria ter criado este monstro consumidor e mau pagador.


*Mauro Ampessan é estudante de Relações Internacionais no UniRitter e tem o blog Out Loudd

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