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Superplayer é mais que uma rádio web

Postado por Priscila Daniel - 03/06/2013 15:51

Tá procurando aquela música certa pra “enfiar o pé na jaca”, cantar no chuveiro ou sair pra correr? Pensando em ajudar os internautas a encontrarem a trilha sonora certa pra cada momento da vida ou estado de espírito, foi criado o Superplayer.


O funcionamento é simples: é só abrir o site, escolher a lista e clicar no play. A divulgação do SuperPlayer até agora foi quase toda por compartilhamentos nas redes sociais. Lançado no dia 1º de abril, o site teve 100 mil acessos apenas no primeiro mês. Com 2 meses no ar, o site já está na lista dos 2400 endereços mais acessados do país.


Organizado pela 3BR Tech, empresa que trabalha com soluções digitais em música, o Superplayer era um projeto antigo e foi criado como um site que apresentasse um diferencial frente aos tradicionais endereços de streaming de música. “A gente viu que todos esses sites tinham mais ou menos o mesmo acervo; e como é o usuário que faz a escolha das músicas, eles acabam não tendo diferencial”, explica Gustavo Goldschmidt, diretor executivo da empresa. A ideia então foi organizar as músicas: “Pegar aquilo que é realmente bom em todos os estilos musicais e de organizar de forma que faça sentido pro usuário”, comenta. O site possui acordo com a instituição arrecadadora de direitos autorais no Brasil para a execução de todas as músicas de seu acervo.



Paulo Neves é músico, integrou uma banda durante muito tempo e hoje é uma das pessoas que organiza as listas.  “As listas partem de uma reunião interna e também ficamos muito atentos a feedbacks, os usuários pedem algumas músicas e sugerem listas. O pé na jaca, inclusive, foi sugestão de um usuário”, explica. Além de buscar referências para compor as listas, as músicas são escolhidas a partir do feeling dos produtores. “Tem o fator humano ali atrás, não é só um robô escolhendo as músicas automaticamente”, comenta Paulo.


O projeto é gratuito e ainda não tem anúncios. “Primeiro a gente quis crescer a base de usuário e oferecer uma base de qualidade”, comenta Gustavo. O plano para os próximos meses é começar a implantar publicidade, para que o site renda financeiramente. Para os usuários que não quiserem ser interrompidos por propagandas, vai ser oferecido um pacote premium, por R$ 3,90 ao mês ou R$ 39,90 ao ano.


Além da plataforma na web, o Superplayer já tem versão para celulares Android, com 10 mil usuários. Segundo Gustavo, ainda vão ser implantadas cerca de 20 novas listas, mas o plano futuro é focar no aperfeiçoamento do produto. “A gente quer melhorar as listas, tornar elas maiores e definir bem o editorial de cada uma, para ficar diferente uma da outra”, explica. Em breve serão lançados novos aplicativos, para iphone e tablets.

 

 

 

 

 

 

As listas são divididas em quatro categorias:


Gênero Musical: listas de estilos musicais genéricos e específicos, como: rock, pop e samba ou indie rock e samba de raiz.


Atividades: listas para correr, estudar, namorar e até jogar cartas.


Estados de Espírito: listas para quando estiver feliz, depressivo, apaixonado ou para quando tiver levado um pé na bunda e precisar daquela terapia musical.


Listas Especiais: listas indicadas para aquele momento do dia, listas indicadas especialmente para o seu gosto musical, ou ainda seleções com as músicas mais tocadas do momento.


Listas de Parceiros: listas elaboradas por sites, DJs e casas noturnas, referências da cena musical do Brasil e do mundo.

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O que está acontecendo?

Postado por Facool - 01/03/2013 18:21

por Daniel Tessler*


Alguns suspiros dão a cor de uma cena duvidosa. Não existe culpa. Talvez exista o momento. Antes de qualquer coisa existe a cabeça. Onde estão as cabeças que pensavam a cena, que agiam? Porto Alegre, ao contrário do resto do Brasil, se manifesta de uma forma bem peculiar dentro da questão artística. Existe uma confusão de idéias e conceitos. O nosso "nacionalismo" e "orgulho" de ser gaúcho, certamente contribuem para uma postura mais fechada diante das coisas que acontecem fora do nosso território, ou seja, no resto do Brasil, talvez mundo.


É claro que existem exceções, pessoas, bandas, movimentos que são ligados ao lado de fora da janela, mas, como um amigo disse esses dias, "de um modo geral, estamos em franca decadência cultural". Não há como negar, desde 2005 a coisa toda vem degringolando. Talvez o ponto máximo tenha sido o fechamento do "templo" Garagem Hermética, lugar clássico e obrigatório para todos os amantes do underground, cena independente, arte e cultura alternativa.


Temos que perceber que foi-se o tempo do "foi-se o tempo". Agora é a hora de fazer, outra vez, como foi feito naquele tempo, onde, se não houvesse público, as próprias bandas lotavam os shows das bandas de amigos, ou até de desconhecidos, para ver o que acontecia na cidade. Como eu disse antes, não há culpa. De ninguém. As bandas querem tocar onde as pessoas estão. E onde elas estão? Estão no lugar da moda, no lugar onde a maioria está, no lugar diferente. Resumindo: a cena não se renovou, não se reinventou. Lamentável. A cidade ficou mais careta.


Parece que o mundo passa por isso. Não existe mais aquela grande referência. Se a gente pensar no rock, as grandes referências são as mesmas de 30, 40 ou até 50 anos atrás. E mesmo assim, já existe uma gerção que não sabe quem foram os Beatles, mas conhecem todas as letras e passos de dança do hit do verão. Será que ele é a referência?


Voltando para o nosso território, onde estão as pessoas do movimento? Onde estão as bandas? Onde estão os novos artistas, sem medo e com vontade de mudar o mundo? Parece que a paixão se foi, mas o visual ainda está ali, só pra postar no facebook.
 

*Daniel Tessler é músico, guitarrista, compositor, amante do rock e do pop, integrande da banda TESS.

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Temos a obrigação de falar inglês, mas cantar não estamos autorizados?

Postado por Facool - 25/01/2013 16:11

por Paula Nozzari*

Aproveitando o comentário polêmico de Jack Endino, produtor que ficou conhecido por ter produzido o Nirvana, resolvi fazer uma reflexão sobre o assunto conforme minha experiência pessoal. A afirmação que já deu o que falar nesses últimos dias foi a seguinte:

"Bandas Brasileiras!!! POR QUE VOCÊS ESTÃO CANTANDO EM INGLÊS? EU NUNCA ENTENDO UMA PALAVRA! Qual é o ponto? Isso nunca vai dar a vocês sucesso fora do Brasil, e eu não vejo como isso pode dar a vocês sucesso DENTRO do Brasil. Sim, eu sei que Sepultura fez isso, mas o inglês deles era excelente, suas letras eram boas, e eles estavam em um selo de metal internacional. Quem mais fez isso? Eu estou realmente intrigado e confuso por isso."

Aqui na Europa 80% das bandas cantam em inglês e isso é praticamente uma convenção. As bandas alemãs, por exemplo, que cantam em "Deutsch" atingem no máximo o mercado da Alemanha, Áustria e Suíça, os 3 países europeus que falam essa língua. Dificilmente você verá bandas que cantam em espanhol, italiano, francês, sueco ou russo tendo um destaque bacana em países que não falam esses idiomas. Obviamente existem muitos festivais interessantes com uma diversidade de estilos de música, origem e línguas, mas estamos falando aqui em entrar de fato no mercado e não fazer turnês esporadicamente.

Morando em Berlim há quase dois anos, embora eu tenha sido muito resistente à ideia no início, sentimos sim a obrigatoriedade de gravar o terceiro disco do Canja Rave - banda que toco bateria e canto - em inglês. Temos dois discos em português  e fizemos longas turnês, especialmente no continente norte-americano. Representamos o Brasil em diversos festivais importantes tanto nos EUA como na Europa, mas tudo antes de virmos morar definitivamente aqui. Quando você precisa ir além, quer ser um artista com capacidade de interagir com todos os tipo de bandas, de diferentes lugares do mundo e atingir um público mais amplo e se não faz MPB nem World Music é, sim, fundamental também cantar num idioma que todos compreendam.

Sepultura é banda brasileira, canta em inglês e agrada o sr. Endino

Concordo que artistas brasileiros que moram no Brasil e focam apenas no mercado nacional, cantar em inglês talvez não faça muito sentido, mas isso não é nenhuma ditadura. Afinal quem vai determinar o que é certo ou errado quando o assunto é arte?

Não é raro grandes e excelentes artistas do Brasil nas turnês pela Europa tocarem apenas para brasileiros, como a Marisa Monte e Seu Jorge, por exemplo. No show do Marcelo Camelo em Berlim presenciei uma plateia composta por 90% de brasileiros que vieram de diversas cidades da Alemanha para prestigia-lo. Ou por que será que Portugal é o país que mais recebe artistas do nosso país?? Será que a língua não influencia em nada mesmo?

Com raras exceções, como o Bonde do Rolê que conseguiu entrar no mercado dos EUA com músicas em português, em geral cantar em inglês é sim uma exigência de mercado como sempre fez o Sepultura, Krisiun, CSS... ou você ficará eternamente representando o Brasil, tocando em eventos relacionados ao nosso país e sendo associado com artistas como o lamentável Michel Teló, que para a grande maioria dos gringos é a "cara" da música "alegre" e cheia de ritmo "caliente" do Brasil. Sim muitos acham que a nossa língua é o espanhol, mas aí já é outro assunto.

Dia 01 de fevereiro participaremos de um festival de duos em Winterthur, Suíça, com bandas da Suécia, Finlândia e, claro, também da Suíça. Todos cantam em inglês. Certamente que a qualidade da música é muito importante, o ritmo, a vibe e o estilo, mas as pessoas também querem entender o que estamos dizendo.


Então, para finalizar, diria que o sr. Endino precisa rever os seus velhos e cristalizados conceitos ou preconceitos, pois hoje em dia cantar em inglês - já que é uma convenção - talvez seja uma das únicas línguas do mundo que permita acrescentar diferentes sotaques, o que pode até dar um charme especial ou mais personalidade a música, por que não?? Ou talvez será que não é o próprio Jack Endino que deve educar um pouco melhor o seu ouvido aos "diversos jeitos de se falar inglês"? Ah sim, falar inglês nós somos obrigados, especialmente com americanos que na grande maioria jamais tiveram contato com outro idioma que não o deles, mas cantar não estamos autorizados?

Obviamente erros de pronúncia ou conjugações estão totalmente fora de questão, mas se alemães, franceses, suíços, holandeses, belgas e noruegueses podem cantar em inglês com seus sotaques "esquisitos", nós brasileiros também podemos!

*Sou a Paula Nozzari, baterista e vocalista do duo Canja Rave! Moro em Berlim há 2 anos, minhas colaborações para o Facool são totalmente livres e espontâneas...falo de cultura, comportamento, dicas de serviços de Berlim ou outras cidades da Europa. Espero que gostem!

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Nova música comemora os 50 anos de Cássia Eller

Postado por Ricardo Araújo - 10/12/2012 16:11

Uma das vozes mais marcantes da música brasileira, Cássia Eller completaria 50 anos hoje se estivesse viva. Em forma de homenagem a cantora que morreu em 2001, foi lançada uma música inédita no Itunes.  A canção “Flor do Sol” foi composta por ela e pela amiga Simone Saback no começo dos anos 80, quando a cantora morava em Brasília.

 

 

Flor do Sol traz a tona uma faceta de Cássia pouco explorada: o lado compositora. A voz rouca que conquistou o Brasil na década de 90 se popularizou cantando versos de Nando Reis, Renato Russo, Cazuza, Beto Guedes e até Jimi Hendrix. Pouco se sabe do lado autoral de Cássia, até então eram apenas três os registros de músicas assinadas pela cantora.

 

 

Nascida no Rio de Janeiro, com 18 anos foi para Brasília e começou a trajetória no meio musical. Participou de trio elétrico, corais, óperas e grupos de forró. O ecletismo – e virtuose – se confirmava a cada um dos 10 discos lançados durante a carreira. Misturando Nirvana e Chico Buarque num mesmo álbum, Cássia incorporava as composições que cantava unindo, assim, artistas que dificilmente dividiriam o palco. O palco, alias, era um dos locais prediletos da cantora. Apesar da timidez era da energia que se criava numa apresentação que ela buscava a referência para a gravação de seus discos, preferencialmente registrados ao vivo.

 

 

 

O lançamento de “Flor do Sol” apresenta também uma parceria que deve inaugurar uma série de novidades póstumas relativas a Cássia. Organizado pelo filho da cantora, Francisco Ribeiro Eller, o Chicão; a ex-companheira, Eugênia Martins; e o produtor Rodrigo Garcia, responsável pelo acervo de Cássia, os trabalhos até então perdidos da cantora devem vir à tona com maior frequência. 

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Vaza na internet a nova musica da agora "girl band" CSS.

Postado por Vitor Hugo Xavier - 08/11/2012 11:01

Todo mundo sabe que o Cansei de Ser Sexy, vulgo CSS, agora é uma Girl Band. Depois da desistencia do Adriano Cintra, que era responsável por grande parte do que rolava no grupo a pressão é grande.



Foto: Emely Hope


E as quatro meninas até que não fizeram feio não. O novo som "I've Seen You Drunk Girl" não deixa nada a perder para o que a banda apresentava até então. A gente espera ainda a evolução, que não fique só por aí né gurias?
 
 
A canção vai estar no quarto disco da banda, agora pelo selo de David Sitek, que já produziu gente massa tipo Yeah Yeah Yeahs, Foals e Santigold.
 

 
Com informações da ZH

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