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João e Maria: os Caçadores de Bruxas – Mais do mesmo em uma releitura nada original

Postado por Facool - 25/01/2013 13:02

por Vitor Xavier*



Os cartazes promocionais e toda a mídia para o lançamento do filme João e Maria: os Caçadores de Bruxas (Hansel and Gretel: Witch Hunters) dão conta de que seria esse filme. Uma releitura completamente nova do clássico conto João e Maria onde dois irmãos acabam perdidos em uma floresta após serem abandonados pelos pais e são presos em uma casa feita de doces, onde mora uma bruxa do mal. A verdade é que no longa dirigido pelo norueguês Tommy Wikrola faz uma falsa releitura.


Não temos aqui nenhuma alusão a um dos pontos mais significativos e lembrados do conto dos irmãos Grimm: as migalhas deixadas no chão por João e Maria. Na verdade, a história toma como ponto de partida 15 anos depois que eles escaparam da bruxa e, agora jovens, bonitos e armados em plena idade média, viraram heróis conhecidos de todos por matarem diversas bruxas espalhadas pelo país.



Gemma Anterton (Maria) e o vencedor do oscar Jeremy Renner (João) estão nitidamente alí pela grana e, talvez, diversão. Possivelmente os atores se divertiram mais realizando o longa do que os espectadores assistindo. No elenco ainda tem Famke Janssen, a eterna Jean Grey da trilogia X-Men, como a líder das bruxas. Momento engraçado, proposital ou não, é quando descobrimos o nome do troll (oi?), que se chama Edward. Crítica ou homenagem ao vampiro brilhoso? Ou simples descuido? A questão é que arrancou umas risadinhas de canto dos espectadores jornalistas.


O filme é simplesmente mais do mesmo, remetendo diretamente a semelhantes como Van Helsing e a saga Underworld. Tudo é extremamente caricaturado, das bruxas as relações entre os personagens. Nada contra, mas filmes “pipoca”, com a simples intenção de passar o tempo e esvaziar a cabeça, tem aos montes e melhores por aí. Nem o 3D salva a produção, se limitando a saltar pedaços de explosão e flechas em nossa direção. Sigo torcendo para que os produtores entendam um dia que uma visão mais original do conto, com atores crianças enfrentando a bruxa má, da casa de doces, ao final do filme, acaba soando mais original do que um tiroteio a monstros e muitas calças de couro.




*Vitor Xavier é jornalista, apresentador na Ipanema FM viciado em cinema, seriados e vídeo game.

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Lincoln – Steven Spielberg mostra por que ainda é o líder de Hollywood

Postado por Facool - 24/01/2013 12:09

Por Vitor Xavier*



Steven Spielberg é sem duvida nenhuma uma das figuras mais emblemáticas do cinema norte-americano. Isso se deve ao simples fato do diretor saber divertir o público como poucos. Suas obras passam da ficção científica puro guilty pleasure, como os mal recebidos pela crítica Guerra dos Mundos e A.I. - Inteligência Artificial e passando ainda por blockbusters inesquecíveis, alguém aí conhece Jurassic Park, Indiana Jones e E.T. – O Extraterrestre? Porém, o mestre de Hollywood tem ainda a faceta que joga os holofotes para grandes momentos da historia dos Estados Unidos, ou mesmo mundiais como A Cor Púrpura, O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler. Obviamente que o filme com o maior número de estatuetas indicadas ao Oscar de 2013, Lincoln, entra também nesse grupo.


A narrativa acompanha todo o curto segundo mandato do 16º presidente dos Estados Unidos, que iniciou em janeiro de 1965 e acabou em 15 de abril do mesmo ano, após seu assassinato. Durante este período acompanhamos a luta do presidente (Daniel Day-Lewis) para aprovação da emenda constitucional que acabaria com a escravidão nos EUA, enquanto mais um ano da Guerra Civil Americana ocorria e seguia matando milhares. A abolição viria também como uma solução para a guerra que tinha em um dos lados os estados sulistas, com a economia baseada, em parte, entorno da escravidão, e do outro os estados ao norte que já tinham avançado na questão.  O filme segue a decisão do presidente - o mais popular desde então - de colocar em votação na câmara a abolição da escravatura. Republicano, Lincoln vai em busca de apoio de votos democratas.


Lincoln (Daniel Day Lewis) visitando um campo de batalha.


Por se tratar de um tema histórico, portanto nem sempre de conhecimento prévio do grande público, poderia se esperar tranquilamente um estranhamento do espectador com as termologias políticas e jurídicas utilizadas a exaustão nos longos diálogos. Porém, não é isso que ocorre. Palmas para o roteirista Tony Kushner que usou como base a biografia Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln, escrita pela historiadora vencedora do Pulltizer, Doris Kearns Goodwin. O filme não desmistifica nenhuma imagem do presidente, pelo contrário, cai no clichê de toda biografia, o de exaltar mais ainda um ícone popular e deixar de lado algum defeito existente. Mas o fato não trai a ideia inicial de todo o projeto e nem diminui suas qualidades. Com um texto claro e fluído, coube ao experiente diretor saber dosar a mão e deixar a narrativa seguir naturalmente. Lincoln é didático na medida certa e não abusa de manobras cinematográficas, bem marcadas em outros longas de Spielberg, para melhorar a história que já é naturalmente interessante.


Day-Lewis está idêntico ao presidente.


Com uma direção na medida e um texto bem construído, os atores conseguiram espaço para brilhar sem realizar nenhum tipo de overacting, tão comum a filmes com contextos históricos. Day-Lewis esta completamente entregue ao papel do presidente e com certeza é o grande favorito ao Oscar nesse ano. O personagem por si só já tem peso, porém o ator consegue dar veracidade a ele com maestria. No elenco de apoio, destaque para Sally Field, que há tempos não recebia um papel no cinema a sua altura e aqui faz Mary Todd Lincoln, mulher do líder. Tommy Lee Jones interpreta Thaddeus Stevens, líder republicano e congressista da Pennsylvania a favor da abolição. Personagem que acaba roubando a cena na sequência final do longa. No elenco ainda tem Joseph Gordon-Levitt, vivendo o filho Robert Todd Lincoln.


Lincoln é um longa que Steven Spielberg vinha tentando fazer nos últimos dez anos e que, enfim, está pronto. Podemos dizer, em outras palavras, que é uma homenagem de líder para líder.




*Vitor Xavier é jornalista, apresentador na Ipanema FM viciado em cinema, seriados e vídeo game.

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Filmes que vão estrear em 2013 e são baseados em livros famosos

Postado por Gabriela Kliemann - 05/12/2012 18:53

O ano de 2013 ainda nem chegou mas já da pra saber várias coisas, uma delas são os filmes que vão estrear e foram baseados em livros famosos.


O primeiro é O Grande Gatsby, baseado na obra de F. Scott Fitzgerald. O livro, lançado em 1945, já foi adaptado outras vezes para o cinema. A nova versão tem Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan.


O novo filme de Tom Cruise, Jack Reacher – O Último Tiro, tem previsão de estreia para o dia 11 de janeiro e é baseado na obra de Lee Child. O longa conta a história de Jack Reacher, um policial convocado para participar de uma investigação de uma morte acidental.


Um dos clássicos da literatura russa, Anna Karenina foi novamente adaptada para o cinema. O filme tem no elenco os atores Keira Knightley, Jude Law e Aaron Taylor-Johnson.


Quer ver a lista toda? Clica no link e fique por dentro. Depois disso, só aguardar.

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Vazaram as primeiras imagens do Homem de Ferro 3

Postado por Vitor Hugo Xavier - 22/10/2012 16:38

Acabou de sair o primeiro poster do Homem de Ferro 3:

 

 

A imagem não revela muito, mas o novo vilão já deu as caras. Olha aí Ben Kingsley como o vilão Mandarim:


 

E a foto da nova armadura:


 

Os caras do Omeletetem mais imagens. Na trama, um exército de combatentes é criado a partir da nanotecnologia Extremis. Ben Kingsley interpreta o clássico vilão chinês Mandarim, que deve ser usado como uma figura de bastidores, controlando os esforços do geneticista Aldrich Killian (Guy Pearce) para criar um exército com a nova tecnologia. 


O primeiro trailer completo será divulgado no dia 23 de outubro, às 5h (horário de Brasília). A continuação estreia nos EUA em 3 de maio e em 26 de abril no Brasil.



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Close 2012 - "As filhas da Chiquita" de Priscilla Brasil

Postado por Facool - 18/10/2012 19:03

*por Nanni Rios

O documentário "As filhas da Chiquita" de Priscilla Brasil narra um desdobramento interessante de um assunto pra lá de batido, mas que nunca vai cessar ou perder a importância: católicos x gays. Todo ano, no mês de outubro, milhares de devotos vão às ruas em Belém do Pará para celebrar o Círio de Nazaré, em que uma imagem da santa é carregada em procissão e atravessa a cidade ao som de rezas e cantorias. Dizem que o cortejo já reuniu 2 milhões de pessoas numa só manhã e a tradicional celebração foi reconhecida pelo IPHAN como patrimônio imaterial da humanidade. Mas não só ela - e aí começa o problema.

 



No meio do caminho da abençoada procissão acontece a Festa da Chiquita, o maior evento gay da Amazônia - que "só começa depois que a santa passa", diz Elói, organizador da festa e um dos personagens centrais do documentário. Para desespero dos devotos do lado católico, o IPHAN incluiu a Festa no processo de tombamento do Círio.

 

 


Elói é devoto da santa. Como também o é o jovem Alex - que vira Mel em dia de Festa da Chiquita. Márcio, que trabalha como cabeleireirA, é devotA fervorosA. Elói arrisca dizer, inclusive, que aquilo que os fiéis carregam seja só uma imagem oca, porque a santa de verdade "com aquela coroa enorme e aquele manto bordado, lindo" deve gostar mesmo é da Festa da Chiquita, onde reina a alegria e a diversão. Já o padre acha um "absurdo que alguém queira impor aos outros a sua maneira de viver e de ver as coisas". Ironia é pouco. 

 



Uma senhora com idade avançada que acompanha o cortejo da sacada e se emociona quando a santa passa diz, convicta, de que só a polícia pode dar um basta na festa. Piedosa, ela ainda argumenta que poderia perdoar os gays, mas "não adianta porque eles vão continuar fazendo". Fascismo é pouco.

 



A inclusão da Festa da Chiquita no tombamento do Círio de Nazaré é mais um daqueles paradoxos curiosos, porém essenciais que deram origem a todas as coisas mundanas: o sagrado só é sagrado porque existe o profano - e vice e versa. Da mesma forma, o mal só existe diante do bem. Em suma, o atrito é a base de tudo que criamos e conhecemos. E sobre o atrito, nenhuma definição é melhor do que a de Caetano Veloso: "Gosto do atrito porque ele é a base do sexo". Sem mais.

 



*Nanni Rios é jornalista, apresenta o Programa Gay na Ipanema FM e faz parte do júri da mostra competitiva do Close 2012. Acompanhe aqui no Facool todos os dias os reviews das sessões noturnas do festival, que segue até domingo, dia 21, no Cine Bancários, com entrada franca.

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