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Só mais 5 horas e 37 minutos

Postado por Facool - 17/04/2013 14:38

por Djuli Mosena*


Em 1905 Einstein foi ao banheiro. Lá ele sentou, pensou, lembrou das compras no mercado, da bosta de cavalo que havia pisado no dia anterior, aparou o  - então ralo - bigode, deu aquela desarrumada estratégica no cabelo, lavou as mãos e saiu.


Parecia-lhe que havia passado um bocado de tempo, digamos uns 15 minutos no mínimo. O tempo exato para o cozido que havia deixado na panela ficar pronto. Dirigiu-se a ela e tirou a tampa. Ficou espantadíssimo com tudo ainda muito frio.


“Será que esqueci do fogo?”, pensou. Não, estava tudo ok. “Mas eu fui ao banheiro, fiz tudo e ainda esta aqui, como se tivesse passado somente 3 minutos”.


Olhou para o relógio e se deu conta: Só havia, realmente, passado 4 minutos e 37 segundos.


“COMO ASSIM? Não pode... Será que o tempo aqui e no banheiro passa diferente?”


A partir daí vocês sabem o que aconteceu: teoria da relatividade geral e tal.



Nosso querido e linguarudo Albert ficou perplexo com uma coisa que todos já passaram. Quando 5 minutos se transformam em 3 horas e 2 horas se transformam em 17 minutos. Teoricamente não, óbvio, mas na percepção sim.


Banheiro? Exemplo clássico. Mas um novo “local” toma conta desde o finalzinho dos anos 90, a nossa querida dama linda cheia de moças de biquini devoradora de tempo: a internet!


É normal entrar no youtube “Só para olhar esse vídeo que meu amigo comentou” e acabar assistindo todos os 120 episódios de A Usurpadora.


Ou mesmo “Ler esse artigo no blog famoso” e acabar discutindo com uma sem noção nos comentários, achando o perfil dela no Facebook e publicando na timeline as antigas fotos dela do Flogão.


Quem dirá os antigos anciões da internet (eu, o Djuli) que esperavam uma noite inteira para baixar somente uma música no Napster, isso quando ela vinha inteira e sem partes repetidas.



Mas é unanime, na nossa internet o tempo passa diferente. Muito diferente.


Quem diria que foi somente há dois meses o fenómeno do “Olha o que o pessoal da agência preparou para voces?” Harlem Shake? Ou que nem faz um ano que o PSY chegou detonando e fazendo todo mundo dançar, sem exceções?


É claro que quando aquela sua amiga perdidona manda aquele vídeo da Ines Brasil você chega e comenta “OLD but gold”, mas mesmo assim tem que admitir que a internet anda MUITO veloz. Talvez a gravidade formada pela quantidade de informações e códigos em milhões de redes e servidores na Suécia cause isso. Talvez não.


Ou será que a gente é muito chato mesmo e quer tudo rápido, prontinho? E quer ser o novo cara mais cool da cidade porque “fui o primeiro a ver esse vídeo, nossa, muito legal!!!!” e gritar isso em plenos pulmões enquanto posta uma foto da sua xícara de café no instagram e um vídeo do seu sushi sendo devorado no Vine.


Seria importante saber lidar com todo esse tempo gasto e mal organizado. Mas, fazer o que se aquele nosso amigo acabou de postar todas as fotos daquele antigo churrasco em que todos ficaram bêbados e a Viviane foi flagrada só de calcinha tentando subir no telhado do vizinho?


Acho que nos resta voltar, aparar o bigode, sentar e, quem sabe, com ajuda de um francês massa, ter uma ótima ideia.


Ps: Enquanto você leu esse texto já atualizarem 40 fotos no seu “insta” e fizeram 80 piadinhas novas no Twitter. CORRE LÁ! Se não ninguém vai respeitar seu óculos grande de grau lá na facul.


*Djuli Mosena é estudante de Marketing, músico, criador do tumblr Esse dia foi foda e podcaster do Super Controle, além de mil outras coisas.

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Onomatopeias, sorrisos e línguas africanas

Postado por Facool - 07/03/2013 17:47

por Djuli Mosena*


A internet foi uma dádiva e foi criada com vários intuitos: conectar pessoas distantes, troca de documentos, mensagens quase que instantâneas e compartilhar fotos de pessoas sem roupas.
Seguindo o intuito do final da frase anterior, a web tomou um rumo talvez não imaginado pelos seus anciões, mas muito apreciado por quem está presente nela religiosamente: o humor.


Convenhamos, a nossa rede mundial de computadores, outrora para deixar as pessoas mais próximas e para facilitar estudos de anatomia humana, se tornou praticamente uma morada fixa para humoristas e tentativas dos mesmos.



Partindo daí, chegamos ao ponto desse texto: a Risada/Gargalhada.


Como mostrar que estamos rindo/gargalhando/caindodacadeira/aimeudeusquasemeafogueiaquicomendoessabolachamaria com o tal assunto?

 


Dentro de todos esses anos que estou presente na grande rede, já vi todo tipo de linguagem surgir e proliferar: onomatopeias sendo criadas, emoticons ficando populares e os winks sendo chatos desde sempre.


E, é claro, o representante do que seria o barulho individual de cada pessoa solta quando faz toda alegria e prazer esvair do cérebro, ou, resumindo, achar graça: Hahahaha? Hehehehe? Hihihihih? (risos)? Rsrsrs? ou Kkkkkk?


Essa foi nossa discussão, o que realmente cada um representa?


Começamos pelo “Hahahaha”. Clássico, funcional, tradicional e que expõe o momento como nenhum outro. Entendível em praticamente todas línguas e por todas as pessoas, partindo ainda para o exagero extremo de quase falecer ou deixar a bexiga vazar do “HAHAHHAHAHAHA”.



Já o “hehehhee”, sinto muito, é aquele primo coxinha e sem graça da família. O que ele representa? Um belo "estou rindo por educação, afinal isso não teve graça" ou "eu não sei o que responder nesse momento". É amigos, todo mundo sabe que tu tá sentindo naquela hora, não tenta disfarçar achando que abafou e se saiu como uma ótima pessoa.



“HIhihihihi”? Bom, esse define toda uma safadeza ou, até, uma infantilidade atrás do significado. Quase sempre usado como complemento das segundas intenções como "Me manda aquela foto sua de sunga todo coberto de cobertura de chocolate de novo? hihihiihhihihi". Mas não vamos generalizar, pois é constantemente mal usado por jovens garotas querendo se passar por inocentes porque acham que é mais bunitinho nhunhunhu.



O “(risos)” já chega a ser o empresário das onomatopeias internéticas. Geralmente usado por Mães, Pais, tios ricos e pessoas extremamente quadradas e chatas que não desgrudam do seu BlackBerry, o “(risos)” é praticamente uma afronta a juventude mesmo para os jovens empreendedores coxinhas que adoram "iniciar os trabalhos no final de semana com uma champa".


Agora o bairrismo entra em cena.


Todo gaúcho que se preze odeia o já normal "rsrsrsrsrsrs" que viria a ser o diminutivo do risos (provando que a pessoa que o digita tenta ser sério), afinal é a sigla federativa de nosso querido estado.


"Mas qual a dificuldade de mudar um pouquinho as posição dos dedos e fazer um que não seja tão idiota?" - pergunta, com ou sem razão, a galera gaúcha.


E, por final, o que eu acho particularmente o pior de todos: o “Kkkkkkk”.



Gente, afinal, o que vocês estão tentando representar com isso? Seria aquela risada presa com a boca fechada? Seria o riso disfarçado por causa que seu chefe na sala ao lado não pode ouvir? Ou até uma variável da língua africana do momento? Nunca saberemos. Sei que eu não consigo entender como isso pode ser uma risada ou um representativo de algo que demonstre alegria e 45 músculos se movimentando na face.


Mas, no final de tudo, é importante a gente rir e representar bem, afinal comunicar é uma via de dois lados e se a gente não fizer direito pode criar uma ideia diferente.


Quer experimentar? Comece uma conversa com um hihihiih no meio... ;)



Djuli Mosena é estudante de Marketing, músico, criador do tumblr Esse dia foi foda e podcaster do Super Controle, além de mil outras coisas.


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Iniciativa documenta a vida de gente que levou o conceito de ''trabalhar de casa'' a um outro nível

Postado por Alice Corá - 03/08/2012 12:04

A internet tem mudado a realação da sociedade com muita coisa no mundo. O diálogo, a proximidade, a multiplicação da informação, etc.

 

O conceito de local de trabalho também está mudando. Empresas já não exigem mais a presença diária de seus funcionários em suas sedes e pessoas tomam a iniciativa de levar negócios adiante trabalhando de dentro de casa. Nos últimos anos o número de pessoas que trabalha em casa aumentou muito nos Estados Unidos e em 2016 estima-se que 63 milhões de americanos irão trabalhar de casa.


 

Para documentar este momento e a vida de pessoas que levaram esta quebra de padrão a um nível mais alto, o casal Drew e Christine Gilbert saiu mundo a fora munido de câmera e toda a sua bagagem. A dupla registra, há dois anos, a vida de quem não só abandonou o escritório de trabalho, como botou o pé na estrada, foi conhecer o mundo e fazer o trabalho a distância.

 

 

O projeto já passou por cinco continentes e conta a história de cinco indivíduos. Confere uma prévia aqui! Mas eles precisam de ajuda não só para terminar as filmasgens e edições, mas também para divulgar o documentário e espalhar a forma de vida do que chamam de "The Wireless Generation".


Para isto eles entraram na onda do financiamento coletivo e pedem ajuda por aqui.

 

E aí, ficou ansioso para ver o resultado desse registro? Para conhecer um pouco mais sobre a ''Wireless Generation''? Ou mais ansioso ainda pra te jogar na estrada e manter o teu trabalho do outro lado do mundo? Inspire-se!

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Tudo que acontece na internet em 60 segundos

Postado por Alice Corá - 30/07/2012 11:06

A Revista Galileu criou um infográfico mostrando tudo o que acontece na web em 60 segundos. ''Curtir'', postagens, compartilhamentos, novo usuários, etc. Tudo em apenas 1 minuto.

 

Confere:

 

 

Via Galileu.

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Primeira foto tirada o Instagram completa dois anos

Postado por Alice Corá - 17/07/2012 09:55

Tirada pelo co-fundador do Instagram, Kevin Systrom, a primeira foto completou dois anos ontem. A foto foi tirada durante o teste de um aplicativo chamado na época de Codename. O Instagram foi lançado ao público três meses depois, em outubro de 2010.



Os responsáveis pelo app comemoram em um post no blog da rede: "Hoje, um ano e nove meses depois, mais de 50 milhões de pessoas têm compartilhado mais de 1 bilhão de fotos no Instagram".


Via Terra.

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